A importância do trigo para a sustentabilidade da agricultura brasileira

O trigo, nas regiões onde é tradicionalmente cultivado no Brasil, sempre foi uma cultura importante e parceira, principalmente, da soja, no tocante à promoção da sustentabilidade da agricultura.

Por mais que ocorram frustrações de safra, os benefícios diretos e indiretos do cultivo de trigo, ao longo dos anos, são maiores do que a alternativa de manter as áreas em pousio. Temos uma grande oportunidade no Sul do Brasil, que é a possibilidade de cultivo o ano inteiro, sem as limitações hídricas que ocorrem, por exemplo, no Brasil Central.

Entretanto, existem ainda áreas agrícolas ociosas no inverno, que poderiam ser ocupadas com trigo e outros cereais de estação fria. Para se ter uma ideia melhor dessa situação, cabe frisar que, dos cerca de 15,4 milhões de hectares cultivados com soja, milho e feijão no Sul do Brasil, somente ao redor de 2,4 milhões são cultivados no inverno com culturas produtoras de grãos.

O cultivo de trigo no inverno, indiscutivelmente, contribui para a conservação do solo. A monocultura da soja tem deixado o solo descoberto após a colheita, já que, diferente do milho, a soja não produz grande quantidade de palha e esta é de rápida decomposição. O sistema plantio direto necessita de diversificação de espécies de plantas, que tenham raízes capazes de romper o adensamento do solo e promover a formação de palhada com maior durabilidade do que a soja. A cobertura do solo com culturas de inverno é fundamental para aumentar a quantidade e diversificar a fonte desta palhada, contribuindo para evitar a erosão, a lixiviação de nutrientes por enxurradas e o controle de plantas daninhas.

Um exemplo importante de ganho indireto com o trigo é o papel dessa cultura em um sistema integrado de controle de buva em soja. A combinação do efeito supressor do trigo com o uso de herbicidas no inverno aumenta a eficiência no controle de buva com benefícios bem conhecidos à cultura em sucessão no verão.

Com informações do UAGRO.

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