Sigilos quebrados de Aécio; Lula e Kadafi, a bomba; e reforma da Previdência. Estes são alguns dos assuntos da coluna de hoje

Governo bota pressão pela reforma da Previdência

Palácio do Planalto.

O Palácio do Planalto resolveu aumentar a pressão sobre os deputados e foi para o tudo ou nada de vez: marcou para dia 18 a votação da proposta de reforma da Previdência. Uma semana antes de o Congresso Nacional entrar de recesso. A manobra é arriscada.

O que quer o governo com isto?

Quer criar um clima de otimismo na votação para sensibilizar sua base. Pode dar certo. Ou não. Se fechar questão e perder, sairá desmoralizado. Se ganhar, se fortalece e seguirá para a batalha ano que vem no Senado, onde a resistência parece ser maior.

Mas o jogo é arriscado, frisa-se

Pela contabilidade entre os partidos da base aliada, o governo só tem certos 260 votos. Mas no Palácio do Planalto há quem fale um pouco mais. Eu conversei com um assessor da Secretaria de Governo e ele me falou que a conta está entre 270 e 290. O governo vai precisar de 308 para aprovar a reforma, mas quer chegar aos 320. Se vai conseguir mais 50 votos além dos que tem, aí são outros 500.

Enquanto isso, no Senado…

Enquanto a batalha pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara pega fogo, no Senado a calmaria é reinante. Tano que presidente da Casa, Eunício Oliveira, pretende encerrar o ano legislativo uma semana antes do prazo previsto. Pelos seus cálculos, aprovando todas as pendências, os senadores poderão encurtar de 22 para 14 a data do recesso.

Eduardo Alves usou offshore para movimentar propina

O ex-ministro e ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, tido como um dos integrantes do chamado “quadrilhão do PMDB”, é acusado pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal mais uma vez pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, Alves se associou ao também ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, ao ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto, ao operador financeiro Lúcio Funaro e ao empresário Alexandre Margotto. Segundo o MPF, Eduardo Alves usou uma conta bancária de uma offshore, da qual era beneficiário, para transferir valores para contas sediadas em paraísos fiscais.

Supremo quebra sigilos de Aécio

O ministro Marco Aurélio Mello, relator, no Supremo, das investigações contra sobre o senador Aécio Neves, determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do senador tucano Aécio Neves, sua irmã Andrea, do primo Frederico Pacheco, e de Mendherson Souza, ex assessor do senador Zezé Perrella. Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República, Aécio Neves teria recebido propina de R$ 2 milhões de Joesley Batista, um dos donos da JBS. Andrea alega ter solicitado o dinheiro para pagar o advogado do senador.

Palocci, a bomba

Segundo a revisa Veja desa semana, o ex-ministro da Fazenda do governo Lula e da Casa Civil, do governo Dilma, Antonio Palocci, fechou acordo de delação premiada em que, entre outras revelações, joga uma verdadeira bomba no colo do PT. Segundo a publicação semanal, os petistas receberam U$ 1 milhão para a campanha do ex-presidente Lula em 2002 do ditador líbio Muamar Kadafi, morto em 2011. Vai fedê tchifre!

Supremo decide que assembleias não podem derrubar prisão de deputados estaduais

Contrariando casos como o de Mato Grosso, Rio Grande do Norte e o do Rio de Janeiro, o Supremo decidiu ontem (7) que parlamentares estaduais não têm as mesmas prerrogativas de deputados federais e senadores, que somente podem ser presos em flagrante por crime inafiançável e com aprovação da Casa Legislativa a que pertencem. O resultado, no entanto, é provisório, uma vez que o julgamento não foi encerrado. Apesar do resultado obtido na votação, o julgamento foi suspenso para aguardar os votos dos ministros Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski, ausentes na sessão.

Fachin sequestro de imóvel de Geddel

O ministro Edson Fachin determinou o bloqueio parcial de sete empreendimentos imobiliários em Salvador ligados à família do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Entre eles está o edifício La Vue, condomínio de alto padrão na Ladeira da Barra, área nobre da capital baiana. O apartamento esteve no centro do episódio que levou à renúncia de Geddel Vieira Lima do cargo de ministro da Secretaria de Governo, em novembro do ano passado, após conflitos com o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, que também pediu demissão na ocasião.

Doria agora quer o governo de São Paulo

O prefeito de São Paulo, João Doria, pelo visto não quer mesmo terminar seu mandato. Depois de brigar para ser candidato a presidente da República, chegando a entrar em rota de colisão com seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, Doria desistiu ao não encontrar mais respaldo dentro do PSDB. Cogitou até mudar de partido para buscar o Palácio do Planalto. Mas agora, Doria parece se concentrar no que tinha ventilado meses atrás: disputar o governo do Estado.

Frase do Dia

“Você acha (risos)? Acho que seria um erro haver uma divisão. Não há condições políticas para alguém que não tenha uma estrutura partidária mais sólida. Poderia haver um ‘outsider’ correndo por fora, mas não é tão simples.”

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ironizando a viabilidade da candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

 

 

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