A quase prisão do general Mourão e a batalha pela reforma são alguns dos temas da coluna de hoje

Demitido, general Mourão quase foi preso

O polêmico general Antonio Hamilton Mourão, que pregou que os militares deveriam fazer uma intervenção para acabar com a corrupção no Brasil, foi demitido de seu cargo no Comando do Exército. Tudo porque, em recente declaração igualmente polêmica, criticou severamente o presidente Michel Temer e “seu balcão de negócios”, pregando novamente a intervenção militar. Mas a demissão acabou sendo o de menos para Mourão. É que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, chegou a cogitar mandá-lo para a prisão por insubordinação. Jungmann optou por uma punição mais branda para não transformar Mourão em vítima e candidato em 2018.

Reforma: confiança continua

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está bastante otimista. Ele acredita que a proposta de reforma da Previdência deve ser votada na próxima semana, entre terça e quarta-feira. A previsão do governo, no entanto, era de tentar aprovar ainda nesta semana, na quinta-feira. Meirelles disse que o governo ainda negocia votos para passar a proposta no Congresso. Mas a tendência é de que a proposta seja votada, ou ao menos concluída a votação, somente em fevereiro, quando o Congresso Nacional retornar do recesso.

Marun chegará com caixa robusto para negociar

Ao assumir na próxima quinta (14) como ministro-chefe da Secretaria de Governo, o deputado federal Carlos Marum (PMDB-MS) terá um caixa bastante robusto para negociar a aprovação da reforma da Previdência ainda este ano. Por iniciativa do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi acertado com a equipe econômica do governo um valor de cerca de R$ 3 bilhões para liberar emendas parlamentares. E Marum, como novo articulador político do governo, é o homem que estará atrás do balcão.

Homem de Cunha pode dar certo

Tudo mundo estranhou quando foi anunciado o nome de Carlos Marum para a Secretaria de Governo. Afinal, sua ligação quase umbilical com o ex-deputado Eduardo Cunha poderia ser uma mancha. Mas se esqueceram que a relação dele com Temer é quase no mesmo nível. Marum foi o líder da tropa de choque que livrou duas vezes o presidente de ser processado. Por outro lado, a proximidade com Cunha ajuda a mobilizar a bancada que ainda tem forte influência exercida pelo ex-presidente da Câmara para a aprovação da reforma da Previdência. Pode dar certo. Ou não.

Ex-prefeito do Rio fica inelegível por 8 anos

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) condenou, por unanimidade, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) e o deputado federal Pedro Paulo Carvalho (PMDB), que concorreu à prefeitura do Rio no ano passado, por abuso de poder político-econômico e conduta vedada a agente público, devido ao uso do Plano Estratégico Visão Rio 500, contratado e custeado pelo município, como plano de governo na campanha eleitoral de 2016; com a decisão, os dois políticos ficam inelegíveis por oito anos e deverão pagar de cerca de R$ 106,4 mil cada.

Petrobras quer que Gleisi devolva R$ 1 mi

A Petrobras quer que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) seja condenada a devolver, com seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, o valor de R$ 1 milhão aos cofres da empresa. O empresário Ernesto Klueger também é alvo da cobrança. O pedido foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal em que a senadora foi denunciada por corrupção e lavagem de dinheiro. Nas alegações finais sobre o caso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que os três réus, além de condenados, fossem obrigados a pagar R$ 4 milhões em indenização aos cofres públicos, quatro vezes mais do que o R$ 1 milhão que teriam sido desviados da Petrobras para irrigar a campanha de Gleisi ao Senado em 2010.

“É um mentiroso”

A afirmação é do ex-governador e ex-presidente interino Alberto Goldman sobre o prefeito de São Paulo, João Doria, com quem teve recentemente um arranca rabo. À coluna Mônica Bergamo, da Folha, Goldman disse que Doria afirma que lhe pediu desculpas por tê-lo ofendido, mas nada disso aconteceu. Goldman havia criticado o prefeito por querer ser candidato a presidente da República e abandonar São Paulo. Doria afirmou que o ex-governador é “um velho fracassado”. “Agora, o candidato a presidente morreu. E nasceu um candidato a governador. Mas um prefeito ainda não”, alfinetou Goldman.

‘Homem da mala’, Rocha Loures, vira réu

Ex-assessor especial e homem de confiança do presidente Michel Temer, o deputado Rodrigo Rocha Loures virou réu na primeira instância. O juiz Jaime Travassos Sarinho, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou a denúncia contra Loures por corrupção passiva. Ele foi flagrado pela Polícia Federal recebendo de executivo da JBS uma mala com R$ 500 mil em propina. A denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República sustenta que a mala tinha Michel Temer como destinatário. Porém, por causa do foro privilegiado, a peça foi desmembrada e a parte que corresponde a Loures, enviada para a primeira instância quando o Congresso decidiu engavetar as imputações a Temer.

Dilma pode ser candidata em Minas

A ex-presidente Dilma cogita ser candidata a um cargo majoritário em Minas Gerais, seu estado natal, embora ainda resida em Porto Alegre (RS), onde passou a morar depois de deixara a prisão na década de 70. Ontem, em entrevista a um jornal de Belo Horizonte, a capital mineira, a ex-presidente disse que assim que começar 2018 irá iniciar as negociações em torno de sua candidatura. “Vamos abrir o ano de 2018 e vamos fazer essa discussão, essa negociação”, afirmo. Ele poderá sair candidata ao governo, mas o mais certo é que disputará o Senado.

Pimentel desgastado

Um dos problemas para os petistas em Minas Gerais é o forte desgaste do governador Fernando Pimental. O petista, além de ser alvo de inquéritos por irregularidades em campanha eleitoral e esquemas de corrupção, faz uma administração que deixa a desejar. Só para ter uma ideia do tamanho desgaste, até os petistas já o apelidaram de Pimentécio, numa alusão ao senador Aécio Neves, que os mineiros não querem nem pintado de ouro.

Frase do Dia

“É mais difícil aprovar em ano eleitoral. O governo acertou o início das discussões para quinta-feira. Esse é o caminho. Precisamos passar a reforma. Se não for este ano, que seja no próximo. Se não for no próximo, que seja em 2019.”

Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, sobre a reforma da Previdência.

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