Janot volta a PF na condição de testemunha

Por Lucas Lyra

 

O ex-Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, foi intimado a depor na Polícia Federal no processo aberto a pedido da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lucia, que investiga menções feitas pelos executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud a ministros do STF.

O ex-procurador Marcelo Miller, à época braço direito do chefe do Ministério Público, é investigado no inquérito, suspeito de auxiliar os executivos da empresa nos termos e formas da delação premiada que ambos iriam acertar com a Justiça.

As gravações das conversas, entregues para complementar a delação dos executivos, acabaram levando as autoridades a rescindir o acordo de leniência de Joesley e Saud.

Em um primeiro momento, Janot foi intimado a comparecer na sede da PF, em Brasília, no dia 12 de agosto. O ex-procurador, porém, informou que não pode comparecer na data estipulada devido a uma viagem, previamente marcada, à Colômbia. Janot também alegou que integrantes do MPF tem a prerrogativa de apontar a data, horário e local de seus depoimentos.

Além disso, Janot pediu para ser informado se será testemunha ou investigado no processo. Fontes do Judiciário, porém, garantem que a condição do ex Procurador Geral da República é de testemunha.

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