Brasília tem dois desabamentos em três dias. Nem mesmo Temer crê mais em aprovação da reforma da Previdência. Estes são dois dos assuntos da coluna de hoje de João Pedro Marques

Quase 30 carros são destruídos em desabamentos em Brasília

Em menos de três dias, dois desabamentos em Brasília causaram sérios prejuízos materiais. Felizmente nenhuma pessoa ficou ferida. A primeira queda aconteceu na manhã do último domingo (4), poucas horas depois de uma forte chuva que começou por volta das 17 horas do sábado e se prolongou até o início da madrugada em toda a região do Plano Piloto. A estrutura da garagem do bloco C (prédio residencial) da Super-Quadra 210 Norte caiu e destruiu 25 veículos. O segundo desabamento aconteceu no final da manhã de hoje. Parte de um dos viadutos do Eixão Sul, próximo à Galeria dos Estados, na zona central da capital federal veio a baixo e destruiu quatro carros que estavam estacionados nas laterais da via de baixo. Os motivos ainda não foram descobertos, mas tudo indica que tem relação com as fortes chuvas dos últimos dias e a falta de manutenção da via, admitido pelo próprio governador Rodrigo Rollemberg.

Queda das bolsas pode avizinhar outra crise econômica mundial?

As previsões dos economistas que estudam as crise cíclicas do capitalismo vão se confirmando. Alguns calculam que essas crises ocorrem entre uma década e outra. E exatamente dez anos depois da crise de 2008, cujo epicentro ocorreu com o estouro da bolha imobiliária nos Estado Unidos, estamos novamente vivenciando a possibilidade de um novo crash. Por enquanto tudo está no terreno das possibilidades, mas as quedas bruscas em bolsas de valores importantes como a de Nova York e Londres podem ser um mau sinal.

Compare os dados e fique atento

Fiz um apanhado no noticiário econômico internacional na manhã de hoje. Os dados são preocupantes. É possível que ao longo da semana haja uma recuperação. Mas o desenho atual é desanimador. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, por exemplo, caiu 4% ontem e nos últimos três dias, cerca de 7%, indo 1.175, a maior queda em pontos da história. A queda lá puxa para baixo todas as demais bolsas, sobretudo no mundo emergente. A Bolsa de São Paulo, por exemplo. Mas os estragos maiores foram nas bolsas asiáticas e europeias, que encerraram em baixa nesta terça (6). O índice Nikkei de Tóquio, por exemplo, fechou em queda de 4,73%, aos 21.610,24 pontos. Foi a maior baixa desde novembro de 2016. O Topix, segundo principal indicador, caiu 4,4%, no mesmo momento, para 1.743,41 pontos. Os principais índices acionários da China registraram forte queda, com o índice de Xangai registrando a maior perda em quase dois anos.

Crises cíclicas afetam em cheio países despreparados

O humor do mercado nos Estados Unidos se deve à dança das cadeiras dos homens que cuidam da macro-economia de lá. Por enquanto não há um fator que estabeleça uma ponte para algo semelhante a 2008. Mas como as crise cíclicas são inevitáveis, resta saber se os países, sobretudo os emergentes como o Brasil, estão preparados para enfrentá-la. Isto porque ela pode vir e poderá ser com mais força que dez anos atrás. Naquela época, o então presidente Lula disse que seria uma marolinha e de fato tivemos poucos estragos. Como estamos agora. Há esta dúvida.

Novo presidente do TSE, Fux promete combater ‘fake news’ e aplicar Lei da Ficha Limpa

Há uma obsessão na cabeça do ministro Luiz Fux, do Supremo, e novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): as “fake news”, ou notícias falsas que tomam conta da internet, especialmente das redes sociais. Fux acabou de assumir o cargo e promete guerra contra essa praga que tem tomado conta da sociedade, contaminando todo o ambiente democrático e iludindo muita gente, principalmente os mais incautos. Outro foco dele será a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Fux também promete realizar caravanas pelos estados para esclarecer o eleitor sobre questões eleitorais serão prioridades de sua gestão, que terminará em 15 de agosto, quando será sucedido por Rosa Weber.

Gazeteiros comprometem trabalhos no Congresso

Ontem a coluna cantou a bola: dificilmente haveria número de congressistas suficientes de volta a Brasília. A abertura dos trabalhos legislativos, ocorrida no final da tarde desta segunda contou com menos de 100 deputados. Dos 513 deputados só compareceram à primeira sessão do ano 424. Espera-se que nesta terça um pouco mais aparece. Mas é pouco provável que a maioria vem trabalhar na véspera do Carnaval. A tendência é emendarem para depois da semana carnavalesca e o retorno de fato ocorra dia 19, uma segunda.

Até o presidente Temer já não crê mais em aprovação da reforma da Previdência

Apesar de ainda insistir que a reforma da Previdência deva ser votada em 19 de fevereiro, o presidente Michel Temer já começa a ficar descrente que a sua aprovação possa acontecer. Ele quer a votação de qualquer jeito, mas pontua que ainda faltam cerca de 40 votos para chegar aos 308 necessários à aprovação. Por seu turno, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, teima em colocar em votação a reforma se houve a margem de segurança de 330 votos pró.

Governo fala em 270; oposição em 250 votos

O próprio presidente Temer fala em cerca de 270 (os 40 a menos dos 308 necessários) confirmado a favor da proposta de reforma da Previdência. Enquanto isto, a oposição contabiliza somente 250. O cálculo é do do líder da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Segundo ele, a oposição trabalha para diminuir este número, no convencimento de seus pares para ampliarem a votação contra. A oposição também espera contar com a pressão das centrais sindicais. Fala-se até numa greve geral no dia 19.

Planalto insiste em Cristina Brasil para o Trabalho

Não passa um dia sem que a deputada federal Cristiane Brasil seja alvo de alguma denúncia ou matérias depreciativas pela mídia ou redes sociais. Mesmo assim, o Palácio do Planalto ainda insiste em sua nomeação para o Ministério do Trabalho. A batata quente ainda está nas mãos do Supremo, onde a ministra Cármen Lúcia acatou ação de advogados trabalhistas e cancelou sua nomeação e posse. Agora falta o Pleno da Corte dar a palavra final.

Novela pode até respingar no papai dela

Notas em colunas da grande mídia dão conta de que, ao insistir no nome da filha e não apontar outro nome para o Ministério do Trabalho, o ex-deputado Roberto Jefferson pode até perder a presidência do PTB. Lideranças partidária analisam que o episódio está desgastando muito a agremiação e está passando da hora de substituir Cristiane Brasil na indicação.

Frase do Dia

“A reintrodução do voto impresso como forma de controle da processo eletrônico de votação caminha na contramão da proteção da garantia do anonimato do voto e significa verdadeiro retrocesso”.

Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge.

 

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