Desembargadora será investigada por declarações sobre vereadora assassinada

Por Lucas Lyra

 

A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, será investigada pelas declarações sobre a vereadora da cidade morta a tiros na ultima quarta-feira (14). O ministro João Otávio de Noronha, Corregedor Nacional de Justiça, determinou a abertura de procedimento para investigar da conduta da magistrada.

Marília acusou a vereadora de estar “engajada com bandidos”, ter sido “eleita pelo Comando Vermelho” e ter descumprido “‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”.

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’, ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho (facção criminosa carioca) e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores. Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava. Até nós sabemos disso”, disse a desembargadora nas redes sociais.

O ministro João Otáveio emitiu uma nota sobre o caso:

“Diante das recentes notícias veiculadas em meios de comunicação sobre manifestações públicas da desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Marília Castro Neves, a respeito da vereadora carioca assassinada, Marielle Franco, o corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, determinou a abertura de procedimento para averiguar os fatos.”

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