Ministros do STF negam antecipação de votos sobre a prisão de Lula

 

Isa Ramos

Da Redação

Os ministros do STF deixaram claro que não estavam antecipando seus votos, ao conceder a liminar que proíbe a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise o mérito do pedido de habeas corpus,“Estamos votando um pedido técnico de maneira precaríssima de que não haja eventual aplicação de prisão automática, enquanto não terminar o julgamento que começou hoje [quinta-feira, 22]. Isso não significa uma antecipação”, disse Dias Toffoli ao votar pela liminar.

Já o ministro Gilmar Mendes disse que se sentia “confortável” para dar a liminar e negou antecipação de voto. “É difícil me imputar simpatia pelo PT”, disse. “Isso aqui não é antecipação de voto”, afirmou a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que foi contrária à liminar.

Luís Roberto Barroso, que na véspera havia protagonizado o bate-boca com Mendes, foi contrário à decisão. “Não considero irrelevante o fato de se tratar de um ex-presidente da República. Eu acho que ele deve ser tratado como qualquer brasileiro. E não tenho conforto de abrir uma exceção nesse caso a uma jurisprudência em vigor”, destacou.

O fato de Lula ser ex-presidente havia sido citado por seu advogado José Roberto Batochio. “A prisão está marcada para o dia 26 de março, quando será julgado o embargo declaratório. Como vamos justificar prisão de ex-presidente a partir de um desentendimento?”, questionou.

O ministro Alexandre de Moraes, que votou pelo julgamento do habeas corpus, foi contrário à liminar. “Dar a liminar é ir contra a própria jurisprudência do STF”, sustentou.

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