Tentativa de Temer de se livrar da “agenda negativa” movimenta a política brasileira nessa segunda-feira (2). Confira essa e outras notícias na coluna do JPM.

Mudança de estratégia

O Planalto decidiu usar a reforma ministerial para se blindar junto aos aliados de uma eventual terceira denúncia contra o presidente Michel Temer ou mesmo de um enfraquecimento político por causa das investigações do caso Rodrimar.  Segundo um auxiliar direto do presidente, antes o objetivo da reforma ministerial era exigir fidelidade para o projeto de reeleição de Temer. Agora, com o enfraquecimento político depois do susto com a prisão dos amigos do presidente, o governo vai pedir apoio politico para se proteger caso seja apresentada uma terceira denúncia pela PGR.

Caso Rodrimar

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, determinou que os três sócios do Grupo Libra que estão no exterior se apresentem as autoridades policiais assim que desembarcarem no Brasil para prestarem depoimento. Os três sócios – Rodrigo Borges Torrealba, Ana Carolina Borges Torrealba Affonso e Gonçalo Borges Torrealba – tiveram a prisão decretada na última quinta-feira pelo ministro, mas estavam no exterior.

Manifestação

Magistrados e membros do Ministério Público que compõem o Fórum Nacional de Juízes Criminais (Fonajuc) entregaram STF uma nota técnica contra uma possível mudança na decisão da Corte que autorizou a prisão de condenados após a segunda instância da Justiça, em 2016. O documento obteve 5 mil assinaturas de integrantes do fórum.

 

“Pedido amigo”

A escolha de Esteves Colnago Júnior para comandar o Ministério do Planejamento foi um pedido de Dyogo Oliveira para deixar a pasta e assumir o comando do BNDES. O presidente Michel Temer convidou o atual secretário-executivo do Planejamento para assumir no lugar de Dyogo Oliveira durante reunião no Palácio do Jaburu. Com isso, o novo presidente do BNDES manterá sua influência sobre o Ministério do Planejamento, a quem o banco é subordinado oficialmente.

Reforma

Depois de dar posse aos novos ministros do PP e PR, o presidente Michel Temer vai acelerar as negociações com os demais partidos e quer manter o DEM como seu aliado. Dentro dessa estratégia, pode indicar para o Ministério da Educação um deputado do partido. Durante reunião com sua equipe, Temer citou o nome do deputado Carlos Melles (DEM-MG), ligado ao setor de educação, como uma das possibilidades para suceder Mendonça Filho, que vai deixar a pasta para disputar a eleição de outubro.

Fechando o cerco

O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, se reuniu com a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lucia, para tratar da segurança no dia do julgamento do habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. O julgamento está marcado para a próxima quarta-feira (4), e há expectativa de que atrairá manifestantes contra e a favor de Lula. Com o habeas corpus, a defesa de Lula pretende impedir que, embora condenado pelo TRF4, de segunda instância, ele não possa ser preso antes de esgotados os recursos em todas as instâncias da Justiça.

Compensando

Para compensar a semana passada de pouca produtividade por causa do feriado de Páscoa, a Câmara dos Deputados tem sessões de votações convocadas para tentar aprovar projetos nas áreas econômica e de segurança. Normalmente, as sessões acontecem de terça a quinta. No Senado, a pauta do plenário inclui proposta que determina que os recursos destinados, no Orçamento da União, para a segurança pública não sejam objeto de limitação de empenho e movimentação financeira.

Troca-troca

A PGR quer que o STF anule a liminar que permitiu a candidatura do ex-senador Demóstenes Torres nas próximas eleições. Demóstenes teve o mandato cassado em 2012. Na opinião da procuradora-geral, Raquel Dodge, o ex-senador deveria ter apresentado um mandado de segurança, que seria analisado por toda a corte, e não uma reclamação como a que gerou a decisão liminar do ministro Dias Tófolli, que acabou permitindo, provisoriamente, que Doméstenes concorra às eleições deste ano.

Frase do dia

“Sabemos todos que o Brasil tem pressa e os problemas diante de nós exigem união e diálogo. Continuaremos a dedicar toda nossa energia com os novos ministros e presidente da Caixa para construir um país melhor para todos e que todos colaborem sem nenhuma tendência à separação. Acima de todos nós está o país, as instituições”.

Michel Temer, presidente da República

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