AGU e CGU fecham o primeiro acordo de leniência com empresas de publicidade

Por Lucas Lyra

 

A Advocacia Geral da União (AGU), junto a Controladoria Geral da União (CGU) fecharam o primeiro acordo de leniência com empresas de publicidade na história do país nesta sexta-feira (13), mas a informação só foi divulgada nesta segunda-feira (16).

O acordo de leniência é como uma delação premiada, mas para empresas. As instituições e os funcionários envolvidos assumem a participação em crimes, colaboram com as autoridades e pagam multas para receberem redução em suas penas. As empresas Mullen Lowen Brasil e FCB Publicidade, investigadas na Operação Lava-Jato, foram as beneficiadas com o acordo.

De acordo com as investigações, Ricardo Hoffman, dirigente da Mullen Lowe, ofereceu dinheiro ao ex-deputado André Vargas, para que o parlamentar levasse a empresa a ser contratada para realizar serviços para a Caixa Econômica Federal e para o Ministério da Saúde.

André Vargas teve o mandato cassado e foi condenado em setembro de 2015 pelo juiz Sérgio Moro, junto a Ricardo Hoffman. Vargas foi o primeiro político a ser condenado em um processo originado na Operação Lava-Jato.

 

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