Produtores de semente começam a receber grão-de-bico BRS Aleppo

“Uma oportunidade de agregação de valor ao abrir as portas para o mercado externo”, avalia o produtor goiano José Eulálio Brandão Filho que, com a leguminosa, pretende ampliar o portfólio da empresa da família que tradicionalmente atua no mercado do feijão.

De acordo com o gerente de Acesso a Mercados (GAM) da Secretaria de Inovação e Negócios (SIN), Alessandro Cruvinel, com a BRS Aleppo, a Embrapa começou suprindo o mercado interno com 5 campos de produção de sementes em 2017. “No entanto, com a nova oferta que está em andamento este mês, foi possível selecionar parceiros para produção de sementes em Minas Gerais e Goiás, ampliando a rede desses produtores. Isso poderá representar, em 2019/20, uma oferta para atender 250 mil hectares de grão-de-bico”, avalia.

A comercialização de ativos tecnológicos para viabilizar os modelos de negócios em parceria e ações de acesso a mercados tem coordenação corporativa da GAM, explica o gerente. “A equipe de pesquisa da Embrapa Hortaliças, em articulação com parceiros, apresentou, em 2015, a BRS Aleppo como resultado da adaptação de cultivares estrangeiras às condições brasileiras. E, agora, começamos a entregar sementes ao setor produtivo nacional como alternativas de diversificação da produção, com vistas também ao mercado externo”.

Do feijão ao grão-de-bico – “É ótimo poder contar com a Embrapa na oferta de opções para ampliar nossa presença no mercado”, diz o produtor Brandão Filho em referência à BRS Aleppo. A produção brasileira de sementes de grão-de-bico ainda não consegue suprir a demanda interna e isso também é visto como positivo pelo produtor. “Em pouco tempo muita gente vai querer plantar a leguminosa e quem sair na frente leva vantagem”, avalia. O produtor está investindo na diversificação e vai multiplicar as sementes que deverão ser negociadas em 2019.

Embora o mercado asiático já tenha sinalizado interesse na produção brasileira de grão-de-bico, Brandão Filho pretende começar negociando com a vizinha Argentina, país para o qual já exportou parte de sua produção de feijão. A possibilidade de rotação de cultura para renovação do solo é outra vantagem no cultivo associado feijão/grão-de-bico, que o produtor mirou ao decidir apostar na BRS Aleppo.

Características – O grão-de-bico BRS Aleppo é uma cultivar com aptidão industrial para conservas e consumo seco, indicada para cultivo em áreas irrigadas do Planalto Central, com ótima adaptação em altitudes superiores a 800 metros. Esse material é recomendado para cultivo na estação seca, com semeio no período entre abril e maio na região do cerrado do Distrito Federal e Goiás. “A cultivar BRS Aleppo apresenta elevados níveis de tolerância às principais doenças provocadas por um complexo de fungo de solo, além de ótima qualidade de grãos e boa produtividade”, relata o pesquisador Warley Nascimento, da Embrapa Hortaliças. Durante os anos de testes, a produtividade da cultivar variou de 2.506 a 3.515 kg/ha.

Por Portal do Agronegócio

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