ara a nova política externa, um velho princípio viria a calhar

A política externa do novo governo merece ser debatida para além do “oh, ela rompe com a tradição do Itamaraty!“, que aliás é um argumento vazio. Romper com linhas estabelecidas não é bom ou ruim em si. É preciso saber se a ruptura atende o interesse nacional. Se ajuda o país a crescer, ficar mais justo e viver em paz com os vizinhos e o resto do mundo.

Outro argumento é que a guinada pode ser mal vista no exterior. Ora, um país não está obrigado a se submeter ao juízo –ou patrulhamento– externo para ser respeitado e valorizado, ou para ter um comércio exterior pujante. E o exemplo mais luminoso e imediato é a República Popular da China, como aliás lembrou em artigo recente o nosso novo chanceler.

Os chineses não precisaram se dobrar à “comunidade internacional”, ou viver pedindo desculpas, para chegar onde chegaram. A prioridade da China tem sido crescer aceleradamente. É a mais impressionante e maciça inclusão social da história. E isso tem subordinado as outras variáveis.

Agora que construíram uma superpotência muito respeitada, e temida, os chineses fazem os ajustes necessários para corrigir o rumo. Valorização do mercado interno e cuidado com as questões ambientais são 2 pontos sensíveis nas novas políticas da China. Erguido o edifício, passa-se agora aos detalhes sobre como manter de pé, e melhorando a habitabilidade.

A disrupção pretendida na política externa brasileira ataca problemas concretos. O Brasil do século 21 tem semelhanças com a China… do século 19. Um país com dificuldade de identificar onde está seu interesse nacional. Uma nação espiritualmente (a China era também territorialmente) “ocupada” por vetores externos.

 

Com informações do Poder 360

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