Saiba como serviços de internet (não) funcionam para turistas na China

Serviços globais de internet são uma ótima ferramenta para turistas e viajantes. Ao chegar a um novo país, é fácil encontrar um bom restaurante no Google Maps, acompanhar os eventos locais pelo Facebook ou conversar com a família e amigos pelo WhatsApp. Na China, isso não acontece.

O governo chinês é conhecido pela política rígida de controle do que circula no mundo virtual, por isso muitas plataformas são simplesmente proibidas de operar no país comunista. Acompanhar o noticiário internacional pelo “New York Times” ou realizar uma busca pelo Google, por exemplo, não são tarefas simples.

Os visitantes mais antenados podem burlar a censura imposta pelo governo com o uso de redes privadas virtuais, conhecidas pela sigla em inglês VPN. Muitos moradores locais também fazem uso dessa artimanha e, segundo eles, não existe uma lei que proíba. O governo faz vistas grossas, desde que para tarefas simples e inofensivas, como o envio de e-mails e trocas de mensagens.

Isso não quer dizer que o povo chinês não tenha acesso a serviços desse tipo. No vácuo criado pela proibição, surgiram companhias similares que atendem os mais de 802 milhões de internautas do país, mais que o dobro do número de pessoas conectadas nos EUA. A busca no Google é substituída pelo Baidu, que também possui um serviço de mapas. As conversas pelo WhatsApp acontecem pelo WeChat e os “tuítes” vão para o Weibo.

Então, para o turista ocidental que chega à China, é possível acessar os serviços com os quais estão acostumados, usando uma VPN. Mas, por serem proibidos, eles praticamente não possuem conteúdo local. Essas plataformas virtuais são alimentadas por informações publicadas por usuários. Não são os engenheiros do Google que alimentam o aplicativo Maps com a lista dos melhores restaurantes na praia de Copacabana.

Sem essas informações, o Google Maps na China, fora da capital Pequim, é praticamente um deserto. Tem as ruas, as direções, mas não indica os melhores trajetos por transporte público, nem recomenda estabelecimentos comerciais. E quando os comércios estão listados, possuem pouquíssimas avaliações, importantes para balizar as escolhas.

Todo esse conteúdo está no aplicativo de mapas do Baidu, que é mais utilizado pelos chineses, mas praticamente tudo está publicado com ideogramas chineses. Não adianta fazer uma busca por “restaurant” para encontrar um bom lugar para jantar. Para o turista, mesmo conectado, resta recorrer a revistas e recomendações oferecidas nos hotéis.

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