Operação Cravada: líder do PCC diz que facção dialogava com o Partido dos Trabalhadores. Confira outras informações na coluna JPM desta sexta-feira (09)

 

“DIÁLOGO CABULOSO”
Por meio de interceptações realizadas pela Polícia Federal, uma liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) afirmou que a facção tinha um “diálogo cabuloso” com o Partido dos Trabalhadores (PT), segundo documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. As gravações telefônicas foram captadas pela Operação Cravada, que mira o núcleo financeiro do PCC. Com o objetivo de atrapalhar o rastreamento do dinheiro, a quantia, chamada de “rifa”, era transferida à organização por meio de contas bancárias distintas e de modo intercalado.

Conforme documentos ,as investigações apontam que o núcleo financeiro da facção é responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a organização em todo o país. No relatório das interceptações, a PF relata a relação do comando com legendas. “Também foram encontrados indicativos de vínculos da ORCRIM PCC com partidos políticos, o que nesse momento não está dentro dos objetivos da investigação e, semelhante a questão de corrupção de agentes públicos, temos a necessidade de encerrar a chamada fase sigilosa da investigação”, diz trecho.

NOTA DO PT

“Esta é mais uma armação como tantas outras forjadas contra o PT, e vem no momento em que a Polícia Federal está subordinada a um ministro acuado pela revelação de suas condutas criminosas. Quem dialogou e fez transações milionárias com criminosos confessos não foi o PT, foi o ex-juiz Sergio Moro, para montar uma farsa judicial contra o ex-presidente Lula com delações mentirosas e sem provas. É Moro que deve se explicar à Justiça e ao país pelas graves acusações que pesam contra ele.Resposta da Assessoria de imprensa do PT à coluna do jornalista Fausto Macedo:

NOVIDADE TRABALHISTA

A MP da Liberdade Econômica deve ser votada na próxima semana pela Câmara dos Deputados, e promete trazer facilidades e menos burocracias para startups e pequenas empresas. O texto foi aprovado na Comissão Especial em julho e agora precisa ser avaliado pelo Congresso.

PAUTA
O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel explica que para muitos a pauta da Liberdade Econômica é considerada uma “mini reforma trabalhista”, mas que não é bem assim. “Ela pega pontos muito específicos, como a questão do trabalho aos domingos, da carteira de trabalho digital e da organização de estrutura de fiscalização”, exemplifica.
MOEDA DE TROCA

Estão bloqueados os R$ 3 bilhões remanejados pelo governo para atender a ministérios e emendas parlamentares ainda dependem de novas receitas para poderem ser de fato liberados As verbas canceladas para dar espaço no Orçamento às novas despesas já estavam congeladas pela necessidade de o governo apertar o cinto para cumprir a meta fiscal diante da arrecadação menor que o previsto.

GUEDES EXPLICA

O projeto que remaneja os recursos foi encaminhado a tempo da votação da reforma no plenário da Câmara em segundo turno. Na exposição de motivos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, explica que “as programações objeto de cancelamento não sofrerão prejuízo na sua execução, já que advêm de bloqueio efetivado”, citando o decreto de programação orçamentária que implementa bloqueios nos gastos.

PRESENTE INDESEJÁVEL
A coluna auriu que entre parlamentares de centro, o fato era desconhecido e foi descrito como se o governo tivesse “entregado uma caixa de presente sem o presente dentro”. O Ministério da Economia confirmou que as novas dotações começam bloqueadas. “Inicialmente, o crédito, se aprovado, terá suas dotações bloqueadas. Posteriormente, o Poder Executivo pode vir a remanejar os bloqueios a fim de viabilizar a execução do crédito em questão ou aumentar o limite orçamentário, em caso de melhora da situação fiscal do País”, disse o ministério,

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